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Nove cidades do Brasil, entre elas Guarulhos, vão ganhar um software de monitoramento de dados que armazena e compartilha informações sobre as crianças e adolescentes que moram nos abrigos municipais.

O sistema piloto de cadastro vai disponibilizar os arquivos em tempo real para a Secretaria de Assistência Social e Cidadania, Vara da Infância e da Juventude, Ministério Público e Conselhos Tutelares.

Além de preservar a história e a memória familiar, o sistema garante mais agilidade nos processos de adoção e amplia o diálogo dos diversos setores que lutam pelos direitos das crianças e adolescentes. O software foi desenvolvido pela Associação de Pesquisadores de Núcleos de Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o Adolescente (Neca), com financiamento da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, do Governo Federal.

Os profissionais da Secretaria de Assistência Social e Cidadania terão um treinamento de três meses para se familiarizarem com o programa. A expectativa é que o sistema esteja implantado até 2010. Entre os municípios brasileiros escolhidos estão Blumenau, Duque de Caxias e Uberlândia.

Segundo informações do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma criança que está temporariamente privada do direito ao convívio familiar e comunitário passa em média oito anos nos abrigos públicos. O problema é que durante esta permanência os dados sobre a história de vida dessas crianças e adolescentes se perdem em pequenos relatórios manuscritos.

A meta é registrar os tipos de atendimentos que eles receberam, as doenças pré-existentes, os locais onde eles moraram e evitar que eles percam a memória da própria identidade.

Família Acolhedora
As causas para que uma criança seja encaminhada para o abrigo estão geralmente relacionadas a problemas com a família, como violência doméstica, dependência química dos pais, perda de vínculos familiares e até falecimento. Mas para tratar esses problemas, a Prefeitura criou outras alternativas, como o cadastramento de famílias acolhedoras que se dispõem a cuidar da criança por um período de tempo, enquanto é realizado o trabalho de fortalecimento da família. Neste caso está previsto um treinamento para preparar o emocional das famílias para receber a criança naquelel ar. A proposta visa oferecer a possibilidade de formação de novas e boas referências de convívio para criança.

Fonte: Prefeitura de Guarulhos

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