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30-ensaio_geral_homem_de_papelEstréia na próxima sexta-feira, dia 2, às 20h30, no Teatro Padre Bento, o espetáculo Homens de Papel, de Plínio Marcos.

A montagem, que tem direção de Ricardo Guarel, foi produzida pela Escola Viva de Artes Cênicas da Secretaria de Cultura e ficará em cartaz no local até o dia 1º de novembro, com apresentações as sextas e sábados, às 20h30, e domingos, às 19 horas. A entrada é gratuita. Indicação: 14 anos.

Em Homens de Papel, a história gira em torno de um grupo de catadores de papel que se  vêem explorados e roubados pelo intermediário Berrão, que compra o material coletado no dia-a-dia para revende-lo à fábrica. Segundo, o diretor do espetáculo Ricardo Guarel, o espetáculo trata da exploração do forte em relação ao fraco, da miséria humana, do descaso que o ser humano tem em relação a si mesmo. Mas também fala sobre o amor, o companheirismo e sobre solidariedade das pessoas que são capazes de dividir o pouco que tem.

Plínio Marcos
Plínio Marcos nasceu em Santos em 1935, trabalhou como aprendiz de encanador, vendedor de livros e estivador. Em 1958, começa a  trabalhar como ator na cia. de Patrícia Galvão – a Pagu; ano em que escreve sua 1ª peça Barrela, que foi censurada por mais de 20 anos, por ser considerada pornográfica. Em 1965, já em São Paulo, tenta encenar Reportagem de um Tempo Mau, no Teatro de Arena, mas novamente é censurado. Depois disso, escreveu Dois Perdidos em uma Noite Suja, Navalha na Carne, Quando as Máquinas Param e Homens de Papel.

Plínio foi preso duas vezes e detido para interrogatório em diversas ocasiões. Morreu em 1999.

Em suas obras, mais do que apresentar o mundo violento em que viviam as figuras emblemáticas da exclusão social como marginais, prostitutas, viciados e miseráveis de toda a ordem; o autor procurava evidenciar as causas dessa violência.

Após a temporada de apresentações no Teatro Padre Bento (rua Francisco Foot, 3, Gopoúva), o espetáculo será exibido no Teatro Adamastor do Centro (7 e 8 de novembro), no Ponto de Cultura Cabuçu (14 de novembro), na Casa Brasil (15 de novembro) e no Teatro Adamastor Pimentas (21 de novembro). Mais informações pelo telefone 2229-5043.

Escola Viva de Artes Cênicas
É uma escola pública e gratuita, mantida pela Secretaria de Cultura de Guarulhos, com o objetivo de atender a demanda com relação à pesquisa de Artes Cênicas, complementando e aprofundando as relações que podem ser estabelecidas entre as mais diversas linguagens. A escola produziu seu primeiro espetáculo Salve o Prazer, de Zeno Wilde, em 2007. Em 2008, foram três: Calabar, A Terceira Pista e StanQ – Arte de Talhar Pedras. Em agosto deste ano, estreou Radiografias do Processo – Um Estudo sobre a Segregação. 

Fonte: Prefeitura de Guarulhos

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