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23-marcha_reune_3_mil_pessoas_pMaior evento dos festejos, a marcha “Zumbi Vive: Nós Podemos” saiu da Praça dos Estudantes e prosseguiu até o Calçadão da rua Dom Pedro II



A marcha “Zumbi Vive: Nós Podemos”, realizada no Dia Nacional da Consciência Negra, na última sexta-feira, dia 20, atraiu mais de 3 mil pessoas entre autoridades, militantes dos movimentos negro e social, grupos culturais como hip-hop, maculelê, samba, congada, folia de reis, ligas de capoeira e religiões de matriz africana, além de líderes sindicais e grupos de ação comunitária e de juventude.

Os participantes se concentraram na Praça dos Estudantes, onde a coordenadora da CIR (Coordenadoria da Igualdade Racial), Edna Roland, saudou o público e discursou sobre a importância da data. “Estamos homenageando hoje o líder do maior e mais famoso símbolo da luta de resistência dos negros no Brasil: o Quilombo dos Palmares. Os motivos da resistência continuam presentes. Os indicadores do IBGE, do Ipea e outros institutos de pesquisa estão a demonstrar de maneira gritante como estamos distante da equidade racial. Estimativas do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estimam que entre 2006 e 2012 mais de 33 mil jovens com  idade entre 12 e 18 anos serão assassinados no Brasil. Destes, a esmagadora maioria são jovens afrodescentes, vítimas antes de tudo da intolerância e do racismo. Uma realidade intolerável contra a qual exigimos urgentes políticas públicas.”

A deputado federal, Janete Pietá, após anunciar a última pesquisa sobre a população brasileira que aponta 53% de negros e pardos, ou seja, de afrodescentes, disse que a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial foi mais um passo significativo nesta luta secular do negro no Brasil pelo reconhecido de sua cidadania plena.

Ao som dos berimbaus da Liga Guarulhense de Capoeira, a marcha “Zumbi Vive: Nós Podemos” iniciou seu percurso, passando pela avenida  Nossa Senhora Mãe dos Homens, que outrora já foi chamada de Nossa Senhora Mãe dos Homens Pretos.  Na rua Sete de Setembro, os participantes pausaram para relembrar a história do poeta negro revolucionário, Luis Gama, que dá nome a uma das mais importantes ruas da Região Central de Guarulhos.

A caminhada pelas ruas do centro foi embalada por músicas como “Sorriso Negro”, da cantora e compositora Dona Ivone Lara, e o “Canto das Três Raças”, de Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte.

O evento finalizou no calçadão da Dom Pedro II, onde outrora existiu a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com rodas de maculelê e capoeira.

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